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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Sonho

Quando recobrei os sentidos, estava deitado numa enorme laje de pedra e atrás de mim um oceano de águas mansas quebrava nos milhares de matacões a meu redor. Não havia areia, apenas pedra.
Estava desacordado e quando abri meus olhos vi uma família vindo em minha direção. Não estavam correndo, apenas andavam tranquilamente como se soubessem que eu estava bem, ou não se importassem se estava ou não.... Não foram agressivos mas me conduziram para um local que pareceu ser uma enorme casa, com grossas colunatas gregas. Não lembro de detalhes apenas que tudo era muito austero e enorme. Não lembro de ter comido algo mas vagamente em minha memória alguém comentou para que cuidassem de mim e ao longo do tempo eu vi que esse cuidado tinha um objetivo.
A família era constituída apenas do casal, e duas pessoas, que não consigo precisar exatamente a idade, mas sei que não eram adultos, assim como também não consigo precisar o sexo dos dois que pareciam serem filhos do homem e da mulher, me parecia um casal.
Devo ter permanecido naquele ambiente durante menos de um ou dois dias, pude perceber pequenos cômodos com muitas plantas, folhas verdes mas sem flores, não havia cor, apenas via o verde dos diversos ramos que subiam as paredes, como num lugar bem antigo e abandonado.
Uma das crianças tornou-se muito ligado a mim, parecia desesperada e querendo que eu o ajudasse ou querendo me ajudar e em alguns momentos, mostrava-se carinhoso e conversava comigo. Nada lembro do que foi dito, apenas havia uma maior afinidade entre eu esse que parecia agora ser um menino de um casal de filhos.
Eram todos bonitos e tinham boas maneiras e quando percebi que estava tentando ser avisado pelo meu amiguinho desconhecido de algo, entendi que havia uma necessidade muito grande da família em reproduzir, quer dizer eles estavam me preparando para algo que não entendia mas que estava relacionado a sexo. Entendi que era isso que o menino queria me dizer. Na verdade eu corria perigo. Havia algo como uma disputa por mim, ambos precisavam copular como se a vida delas dependesse disso e isso de maneira nenhuma seria bom para mim.
Era urgente que eu arranjasse uma maneira de sair dali rapidamente, eu e a outra criança que torneou-se muito próxima estava disposto a tudo para me ajudar e queria sair dali comigo e urgentemente.
De repente, num rompante de desespero a criança que parecia ser fêmea lançou sobre mim e me obrigou a copular com ela, algo meio grotesco e surreal, como se a vida dela e de todos estivessem condenadas, algo muito ruim estava prestes a acontecer a eles. Na verdade, de certa forma, eles também estavam condenados naquele rochedo. Deitado no chão sem muito o que fazer ela rolava sobre mim e de repente quando olho para ela não era humana. Tinha a forma semelhante a uma ave, com um bico curvo, como o de uma arara, grandes olhos, que diferentes das aves se localizavam na frente do rosto e eram enormes como os olhos de uma coruja. Poderia até ser uma. Pude ver que vestia algo muito bizarro, semelhante a uma roupa feita com um tecido semelhante a couro, com muito acessórios. Mas sob mim a coisa estava morta, seus olhos estava vazios, ocos mesmo, havia apenas o esqueleto. Levantei-me rapidamente e minha mente começou a ficar turva, começava a esquecer. Lembro do casal conversando como se dissesse “nós a avisamos”. Foi quando claramente percebi o chamado do outro pequeno que entendi como “temos que sair daqui”.
Corremos para fora do quarto contiguo ao de plantas e me deparei com a mesma praia onde fui recolhido e tudo começou. Olhei para o horizonte, porém nada via além de mar e em ambos os lados apenas pedras sem vegetação. Meu amigo me acompanhou na fuga, apesar de não ver ninguém nos perseguindo.
Então acordei

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