Lembro bem daquele ano em que o Muro veio abaixo, foram jogadas todas as amarras no chão, já não haviam barreiras entre irmãos e com taças erguidas todos gritaram HURRA!!!1 pois a liberdade havia chegado.
Neste mesmo dia um bando de tolos chegou batendo palmas enquanto promessas clareavam a noite como um show pirotécnico.
Como num sonho fui deixado sozinho, gelado, nem mesmo uma gota de orgulho sobrou, e mesmo que tu precisasses de mim, estava evidente que eu não poderia te ajudar.
Agora a vida tornou-se fudida, sem valor, depreciando mais e mais a cada dia. À medida que amigos e vizinhos partem, a mudança que está sendo feita nem mesmo arrependendo-se pode ser desfeita. Agora que as fronteiras mudam como dunas caminhantes solitárias no deserto, os porcos donos do mundo lavam suas mãos ensanguentadas de lealdade, de história vestida de um luto negro.
Acordei aos sons dos tambores. A música tocava, o sol da manhã espantava a escuridão do quarto, te olhei e tudo, tudo fugia, menos o gosto amargo da angustia.
O que se passa na Mente de alguém que está sempre Nas manhãs do Sul do Mundo .
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sexta-feira, 3 de maio de 2013
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