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sábado, 4 de maio de 2013

Ninguém estava lá quando fui queimado, esquartejado. Enquanto os dias iam e vinham e só percebia pela luz de meus quarto, intercalando o breu com a luz. Quando fui ferido fiquei indefeso. Tudo que foi dito, tudo o que foi feito me rodeavam, ninguém ficou ali e eu olhava fixamente para o sol morrendo para acreditar que iria sobreviver. Perdido dentro de mim, no tempo e no espaço, enquanto tudo crescia e florescia a meu redor, ouvia a chuva no telhado caindo devagar. Parado nesse lapso de tempo eu sabia que estava no momento de voltar à vida.
Dei um passeio pelo paraíso através do silêncio, a espera havia começado e fui direto... em direção à luz.

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