Frente fria em Floripa, temperaturas amenas, o que torna meu paraíso um pouco mais aconchegante, nessas Manhãs do Sul do Mundo. Rezarei para que essa invasão de malas finalmente termine, rezarei para que a RBS entre em falência, rezarei para o cabeçudo fique afônico e não joque merda na nossa cara, rezarei para que o Menezes mude de profissão e finalmente assuma seu desejo de ser cabeleleiro e páre de nos encher o saco todos os dias no mesmo bat-canal e na mesma bat-hora.
O que se passa na Mente de alguém que está sempre Nas manhãs do Sul do Mundo .
Translate
sexta-feira, 30 de março de 2012
Frente fria em Floripa, temperaturas amenas, o que torna meu paraíso um pouco mais aconchegante, nessas Manhãs do Sul do Mundo. Rezarei para que essa invasão de malas finalmente termine, rezarei para que a RBS entre em falência, rezarei para o cabeçudo fique afônico e não joque merda na nossa cara, rezarei para que o Menezes mude de profissão e finalmente assuma seu desejo de ser cabeleleiro e páre de nos encher o saco todos os dias no mesmo bat-canal e na mesma bat-hora.
terça-feira, 27 de março de 2012
Fizeram de Propósito.
Eu estou pouco ligando para quem gosta desta merda de sertanejo breja, coisa que nem considero música. O que não pode acontecer é essa porcaria estar tirando o espaço das coisas boas que temos. Não se pode ligar mais uma rádio FM que o que toda é Sertanejo Breja, Samba Breja, e quando tenta-se mudar de estação fatalmente cairemos numa rádio de propriedade de alguma igreja evangélica que como um cançer está tomando conta da população.
Dizer que gosto é gosto e não se discute e uma mera desculpa para que tudo fique do jeito que está e essas televisões de merda do eixo Rio-São Paulo comande a vontade do gado para essa direção. Televisão é uma concessão do governo e tem que haver uma contrapartida. Deveria ser obrigatório uma seleção mais qualitativa do que é transmitido.
Nesta Semana minha cidade, Floripa está de aniversário e como que de propósito convidáram oVitor e Leo para construir um palco monstro do lado de minha casa, abstruindo meu tráfego durante essa semana, trazendo tudo quanto que é mala para meu amado Bairro, se aproveitando de nossas belezas naturais para gravar uma merda de DVD. Eu não acredito que de tanto cantor de talento que temos em nosso Sul Maravilha foram traser esse lixo lá de cima. Estou uma fera e não quero pensar nisso agora para não ter que tomar meu kilindrops, meu Diskomel ou outra pirulas a mais. Repugnate a idéia do traste que que fezeram isso. Se for político, nunca mais vai ganhar um voto meu.
domingo, 18 de março de 2012
No Tempo das Diligências (1939): filmaço de John Ford que colocou John Wayne no panteão das grandes estrelas, era inspirado por um conto de Guy de Maupassant e mostrava a vida dos passageiros de uma diligência atravessando a área indígena quando o chefe Gerônimo estava em pé de guerra.
Paixão de Fortes (1946): Henry Fonda é Wyatt Earp e o sarado Victor Mature, "Doc Hollyday", nessa adaptação de John Ford para o famoso duelo entre os dois e a família Clanton no Curral OK na cidade de Tombstone.
O Tesouro de Sierra Madre (1948): o filme de John Huston não é um western tradicional. Na verdade, é um dos maiores clássicos sobre cobiça e loucura ao mostrar três americanos que tentam achar ouro nas montanhas de Sierra Madre, no México. A interpretação de Humphrey Bogart é memorável.
Matar ou Morrer (1952): o primeiro western psicológico, com Gary Cooper como o xerife de uma cidade que recebe a notícia de que um bando de facínoras chegará no trem do meio-dia para um acerto de contas. O duelo entre o homem da lei e os bandidos nas ruas desertas e a cena final são sensacionais.
Os Brutos Também Amam (1953): grande filme que discute o que é ser um pistoleiro, na trajetória de Shane (Alan Ladd), que abandona as armas para trabalhar na fazenda de uma família, mas é obrigado a voltar ao antigo trabalho quando disputas territoriais acontecem na região.
Rastros de Ódio (1956): mais uma da dobradinha Ford/Wayne em um filme que discute racismo e intolerância na história da busca, por sete anos, de uma menina que foi raptada por índios. A última cena, com Wayne e seu distinto jeito de andar, tornou-se um marco.
Da Terra Nascem os Homens (1958): Gregory Peck é um marinheiro da Nova Inglaterra que, aposentado, resolve ir para o oeste e se torna motivo de escárnio entre os fazendeiros da região. Acontece que o homem tem um princípio de vida muito forte: não precisa provar nada para ninguém, a não ser para ele mesmo.
Onde Começa o Inferno (1959): John Wayne e Dean Martin em um grande filme do diretor Howard Hawks. Wayne é um xerife que precisa da ajuda de um bêbado, de um deficiente e de um jovem pistoleiro para defender a cadeia de um bando de malfeitores que querem libertar um prisioneiro. Foi refilmado depois como El Dorado (1966) e Rio Lobo (1970).
Sete Homens e um Destino (1960): refilmagem livre de Os Sete Samurais, de Akira Kurosawa. A música-tema acabou virando jingle de uma marca de cigarros. Mexicanos atacados por um bandoleiro contratam sete pistoleiros para defender sua cidade (era mais barato do que comprar armas, segundo um dos personagens).
O Homem que Matou o Facínora (1962): um senador (James Stewart), que ficou famoso por ter matado o bandido Liberty Valance (Lee Marvin), volta para a sua cidade natal para o enterro de uma amigo (John Wayne) e conta a verdadeira história do incidente. Foi o filme que transformou Marvin em um dos grandes homens maus do cinema.
Por um Punhado de Dólares (1964): a obra que transformou Clint Eastwood, egresso da TV, em um dos maiores nomes de Holywood e o primeiro western-spaghetti do diretor Sergio Leone. Pistoleiro sem nome (sempre!), com seu indefectível charuto, chega a uma cidade dividida em duas facções em guerra e acaba trabalhando para os dois lados para enriquecer rapidamente.
Por alguns Dólares a Mais (1965): Eastwood retorna ao papel do filme anterior, desta vez como um caçador de recompensas perseguindo um bando chefiado pelo personagem do ator Gian Maria Volonté.
Três Homens em Conflito (1966): é o western número 1 do ranking do IMDB (site especializado em cinema), com Clint como "o bom", Van Cleef como "o mau" e Eli Wallach como "o feio", três homens que, em meio à Guerra Civil Americana, tentam chegar a um cemitério onde estaria enterrada uma fortuna em ouro. Da música de Ennio Morricone aos diálogos ferinos, é um filme perfeito.
Era uma vez no Oeste (1968): o único filme em que Henry Fonda fez o papel de vilão, e com uma crueldade de dar medo. Charles Bronson e Jason Robards dão um show à parte.
Meu Ódio Será Tua Herança (1969): o mestre da violência, Sam Peckinpah inovou a maneira de se mostrar o tiroteio colocando as cenas em câmera lenta e adicionando o sangue espirrando para todos os lados. O filme mostra um bando de assaltantes de banco que refugia-se no México. O massacre final é um verdadeiro banho de sangue.
Butch Cassidy & Sundance Kid (1969): baseado em dois bandidos que realmente existiram, consagrou a dupla Paul Newman e Robert Redford, além da música Raindrops Keep Falling on My Head.
Banzé no Oeste (1974): a sátira do genial Mel Brooks aos filmes de faroeste é considerada um dos grandes exemplos do gênero, já que mexe com a maioria dos clichês deste tipo de filme. Homem negro é condenado à morte por atacar um branco e consegue comutação da pena se assumir o papel de xerife em uma cidade. O que ele não sabe é que as pessoas lá são racistas. Apaches falando alemão, cenas imitando desenhos do Pernalonga e anarquia total dão o tom.
Silverado (1985): uma brincadeira de Lawrence Kasdan com o gênero western reunindo todos os grandes clichês em uma aventura formidável. Duelos, cowboys misteriosos, xerifes corruptos, cavalgadas desesperadas, está tudo lá. No elenco, Kevin Kline, Kevin Costner, Danny Glover e Scott Glenn.
Os Imperdoáveis (1992): a despedida de Clint Eastwood do gênero em um filme lento e tocante mostrando a história de um pistoleiro aposentado que precisa voltar às armas para defender um bando de prostitutas.
sábado, 10 de março de 2012
Infeliz do povo que precisa de Heróis
¨Infeliz do povo que precisa de herois¨ Bertolt Brecht
Essa citação é dita e certa!!!!!! Nós assumimos um papel passivo de colocar a culpa ou a vitória em cima dos outros. Os heroís na verdade está em cada um de nós, que temos a consciência de dia-após-dia , contribuir e melhorar o nosso país, ampliando nosso estudo e nosso trabalho e lutando por uma socidade mais justa para com o povo desta nação. Pois somente com a consciência da união do povo em um objetivo comum ( nacionalismo) seremos os verdadeiros herois, não esses criados para nos submeter a dinastia da ignorância, e sim, os verdadeiros herois,com bravura, destemidez e dignidade de um verdadeiro heroí que luta por sua nação.
Dia Ruim
Tenho esquecido de tomar meu remédio para a pressão. Minhas pernas estão inchadas como um balão, estou sedentário ao extremo.
Em vista disso fui no Shopping hoje demanhã e comprei uma esteira para me ajudar a começar um progama de caminhadas, que espero termine com uma hora ou mais de exercícios por dia. Creio se esse o problema das pernas inchadas, pelo menos, o resto vou continuar correndo atrás.
Hoje após voltar do Shopping, almoçei e dormi um sono.Quando acordei uma incrível dor de cabeça me atormenta. Já tomei remédios, para cefaléia, inclusive o da pressão.
Odeio dor de cabeça, pés apertados, vou ficar aqui paradinho esperando a dor passar.
Troca-troca de ministros
Brasília - Em plena crise com os partidos da base aliada, a presidenta Dilma Rousseff anunciou ontem à noite a troca de mais um ministro. O titular do Desenvolvimento Agrário (MDA), Afonso Florence (PT-BA), será substituído pelo também petista Hulk, O Verde, dos Estados Unidos. A versão oficial é a de que Hulk vai “cuidar de projetos políticos pessoais”.
sexta-feira, 9 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
Para quebrar o gelo.
Jesus, muito preocupado, chama os seus discípulos para uma reunião de emergência, devido ao alto consumo de drogas na Terra. Depois de muito pensar, chegam à conclusão de que o melhor é provar a droga eles mesmos, para depois tomar as medidas adequadas.
Decide-se que uma comissão de discípulos desça ao mundo e recolha
diferentes drogas.
Efetua-se a operação secreta e, dois dias depois,começam a... regressar os comissários.
Jesus aguarda na porta do céu, quando chega o primeiro
discípulo:
- Quem é?
- Sou Paulo Jesus abre a porta
- E o que trazes, Paulo?
- Trago haxixe de Marrocos
- Muito bem, filho. Entra
- Quem é?
- Sou Marcos
- E o que trazes, Marcos?
- Trago marijuana da Colômbia
- Muito bem, filho. Entra
- Quem é?
- Sou Mateus
- E o que trazes, Mateus?
- Trago cocaína da Bolívia
- Muito bem, filho. Entra
- Quem é?
- Sou João. Jesus abre a porta e pergunta de novo:
- E tu, o que trazes, João?
- Trago crack de Nova Iorque
- Muito bem, filho. Entra
- Quem é?
- Sou Lucas
- E o que trazes, Lucas?
- Trago speeds de Amsterdã
- Muito bem, filho. Entra
- Quem é?
- Sou Judas
Jesus abre a porta
- E tu, o que trazes, Judas?
- Trago a polícia....
- TODO MUNDO NA PAREDE, MÃO NA CABEÇA
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX,... nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920.
Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária.
Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.
Em 1975, foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres
Não foi fácil para mim e os soldados americanos andarmos pelas selvas vietnamitas. Além de enfrentar os guerrilheiros, ainda poderiamos cair em alguma armadilha (booby trap) preparada pelos vietcongues. Quando não nos matavam, provocavam sérios danos, além do medo constante de cair em uma delas, atrasando bastante a nossa locomoção.
Racismo
Católicismo, uma religião racista, um cúpula de brancos sem a presença de mulheres, negros, homossexuais e todas as diferenças normalmente excluídas de tudo. Sei que há quem veja essa montagem como heresia. Puro preconceito racial.
segunda-feira, 5 de março de 2012
O Paradoxo do nosso tempo
O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos; auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos menos; nós compramos mais, mas desfrutamos menos.
Temos casas maiores e famílias menores; mais conveniências, mas menos tempo; temos mais graus acadêmicos, mas menos bom senso; mais conhecimentos e menos poder de ju...lgamento; mais proficiência, porém mais problemas; mais medicina, mas menos saúde.
Bebemos demais, fumamos demais, gastamos demais e de forma perdulária, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos tempo demais diante da TV, ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais.
Porém, rimos de menos, raramente paramos para ler um livro, e raramente oramos.
Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita freqüência. Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida. Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida à extensão de nossos anos. Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrarmos com nosso novo vizinho. Somos mais estudados, no entanto, entendemos menos.
Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior. Compreendemos e entendemos o comportamento humano, mas não entendemos a nós. Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma.
Dividimos o átomo, mas não nossos preconceitos. Criamos a vida mas perdemos qualidade de viver. Escrevemos mais, mas aprendemos menos. Planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência. Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral. Temos mais comida, mas menos apaziguamento. Construímos mais computadores para armazenar mais informações para produzir mais cópias do que nunca, mas temos menos comunicação. Tivemos avanços na quantidade, mas não em qualidade.
Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de homens altos e caráter baixo; lucros expressivos, mas relacionamentos rasos. Estes são tempos em que se almeja paz mundial, mas perdura a guerra nos lares; temos mais lazer, mas menos diversão; maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição. São dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios; de residências mais belas, mas lares quebrados.
São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também descartável, ficadas de uma só noite, pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar, emagrecer. É um tempo em que há muito na vitrine e nada no estoque; um tempo em que a tecnologia pode levar-lhe estas palavras e você pode escolher entre fazer alguma coisa a respeito, ou simplesmente apertar a tecla DEL...
domingo, 4 de março de 2012
Brega Universitário
BREGA "UNIVERSITÁRIO": CULTURA E EDUCAÇÃO EM CRISE
Uma boa crônica e Alexandre Figueiredo para quem gosta de ler.
Alexandre Figueiredo
... A chamada música de "sucesso" no Brasil, a música brega-popularesca que simula elementos da cultura brasileira dentro da perspectiva do padrão 'hit-parade' dos EUA, recentemente tem feito vários apelos midiáticos para permanecer na hegemonia do mercado brasileiro, sem medir escrúpulos de tentar ofuscar até mesmo a verdadeira cultura brasileira. (...) (...)Junto ao "sertanejo universitário", vem então os outros ritmos "universitários". Simultaneamente, veio o "pagode universitário", de grupos como Sorriso Maroto e Jeito Moleque, se juntando ao filão aos "sertanejos" Vítor & Léo, João Bosco & Vinícius e César Menotti & Fabiano, entre muitos outros. Há também o "forró universitário", não aquele feito por grupos como Falamansa, que não faziam parte do universo popularesco - como os sambistas do Batifun, um deles filho até de sambista tradicional - , mas o derivado do "forró-brega". Já se fala que nomes como Caviar Com Rapadura, Aviões do Forró ou mesmo a jovem Stephany (que fez uma versão da música de Vanessa Carlton, pondo letra falando sobre um carro da Volkswagen, Cross Fox) representam o "forró universitário".
Mas, para quem não viu a bola de neve crescer, o próprio rótulo "brega universitário" propriamente dito já foi lançado, através do cantor Dário Jeans, claramente influenciado pelo brega mais explícito dos anos 70, sobretudo de Odair José a Sérgio Mallandro. E já se fala em tentar jogar os ritmos bregas regionais, como o arrocha da Bahia, a tchê-music do Rio Grande do Sul e o tecno-brega do Norte brasileiro para os cenários "universitários", para atrair a freguesia jovem mais abastada.
E por que essa denominação de "universitário"? Mudaram-se os tempos ou mudaram-se as coisas? Na verdade, o que mudou foi uma estratégia mercadológica da música brega-popularesca, que iniciou, desde os anos 60, sua escalada de crescimento e diversificação de seus "produtos" - as tendências rítmicas e estilísticas derivadas - , sob forma de transformar a música cafona em algo diversificado e durável, consistindo numa "música popular" feita conforme os interesses dos detentores do poder econômico no país.
A música brega, em toda sua trajetória, expressou sua finalidade de dominar o território brasileiro. Começou nas regiões mais pobres do interior do país, quando o latifúndio determinou que lugar do povo é nos bordéis, nos botecos e no subemprego, vendendo produtos contrabandeados ou piratas. Depois, dos núcleos mais pobres procurou atingir todas as cidades do interior, mesmo nos seus núcleos mais urbanos. Em seguida, alcançou as capitais e grandes cidades do interior e de regiões socialmente mais atrasadas, como Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Dos anos 80 para cá, a música brega, já fragmentada em várias tendências e estilos, que tendenciosamente imitam, em parte, os ritmos regionais brasileiros, atingiu todos os núcleos rurais e suburbanos do país, no esforço de atingir também o Sul do país. E, dos anos 90 para cá, sua hegemonia tornou-se absoluta nas classes populares, representando um triunfo ao empresariado do entretenimento e aos donos da grande mídia, que praticamente têm a influência do brega-popularesco sobre o povo bem maior do que até mesmo os antigos ritmos folclóricos, hoje condenados a virar artigos de museu.
Agora, então, a manobra dos barões do entretenimento acaba sendo o rótulo "universitário", como uma denominação mercadológica feita para conquistar o público jovem de classe média, algo que os burocratas das pesquisas estatísticas definem como classes B e C, entre 18 e 30 anos. A denominação "universitário" tem também o objetivo de desmobilizar o antigo reduto de jovens rebeldes que transformaram o quadro sócio-político de nosso país.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Eu nasci há dez mil anos atrás…
Eu vi o sangue que corria da montanha
Quando Hitler chamou toda Alemanha
Vi o soldado que sonhava com a amada
Numa cama de campanha


