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segunda-feira, 24 de junho de 2013


Vá te embora, meu amigo, te manda, junta tudo que puderes levar. Anda, tudo que parece bom agarra já. Teu filho feio e louco ficou só chorando à luz do sol. Os Alquimistas já estão no corredor e não tem mais nada meu amor. A estrada é tua e o jogo tua indecência, junte tudo que conseguiste por coincidência. O pintor de rua que anda só desenha maluquice em teu lençol. Sob teus pés o céu também rachou e não tem mais nada negro amor. Teus marinheiros mareados abandonam o mar, teus guerreiros desarmados não vão mais lutar. Teu namorado vai dando o fora levando teus cobertores? E Agora? Até o tapete sem tu voou e não tem mais nada negro amor, não, não tem mais nada negro amor. Deixa as pedras do caminho para trás, esqueça os mortos pois eles não levantam mais. O vagabundo esmola pela rua vestindo a mesma roupa que foi tua. Risque outro fósforo, outra vida, outra luz, outra cor por que não tem mais nada nego amor.

Essa semana não quero saber dos médicos de cuba, se o Feliciano anda dando a bunda, se o Renan Calheiros é da Gang do Al Capone, se a Dilma faz briga de aranha, se os professores estão escrevendo com giz que o diabo fabricou, se um monte de gente idiota vai pras ruas segurando frases de almanaque, se vão explodir o mundo, quero mais é que ele se exploda mesmo. Essa semana só quero ficar quieto, deixar todo mundo se acabando nesse carnaval de besteira que aparece no Facebook que nada mais é do que um brinquedinho dos que não tem ninguém para conversar e nada para fazer. O FAceBook é o Padre surdo, o psicólogo futurista que escuta as lamentações dos desgraçados modernos, que jogam suas súplicas e lamentações, desejos reprimidos implícitos em frases bonitas catada no google, desenhada nas fotos lindas já prontinhas como um vidro de remédio receitado pelo psiquiatra. Nessa semana se pudesse iria tomar um Drink nas Ilhas Gregas, mas como não posso vou trabalhar mesmo, se eu pudesse compraria uma ilha e construiria uma mansão, mas como não posso compro uma barra de chocolate prestígio e como com muito gosto, se eu pudesse ir para Bariloche até que tomaria um Dom Perignon sentado ao pé da lareira com minha mulher, mas como não posso, quando voltamos do trabalho ela faz o café e eu tomo e aproveito aquele instante como o último da minha vida. Tratarei de usas o mínimo possível minha massa cinzenta, evitarei o máximo de pensar em outra coisa que não seja eu mesmo e em como poderia ficar mais confortável. Nesta semana estou pedindo um tempo para a vida.

sábado, 15 de junho de 2013


Na verdade eu estou mesmo é de saco cheio de politica, politicalha, estou cheio de passagem de ônibus, de ônibus propriamente dito, de carros, consumismo, porcos capitalistas, televisão, do tamanho delas, estou cansado do meu emprego e do chefe, estou cansado das pessoas que ficam me vampirizando durante todo o dia, semana após semana. Eu neste momento quero é um AK 47 para me livrar de tudo isso, que que o sol exploda, que a lua caia sobre a cabeça de todo mundo, que tsunamis cheguem a 200 km/h para ver a negada correndo e clamando por Deus, não quero saber de ricos milionários e suas marias qualquer coisa que fixam neles como sanguessugas, desejo que suas bundas grandes e cheias de merda como a de todo mundo se encha de celulite, estrias e o que mais possa aparecer antes que o otario caia na armadilha. Quero que todos os prédio desabem para que as florestas voltem a crescer e daqui de floripa caminhar por entre a natureza até a Amazônia, quero que os serralheiros que se escondem entre suas árvores sejam devorados por cobras constrictoras e sejam engolidos inteiros. Que os porcos capitalistas chafurdeiem na nojeira de suas fortunas imunda e morram afogados no próprio vil metal, que sejam meus companheiros apenas os animais, os ratos de esgotos e os vermes, que os hormônios dos adolescentes sequem e se tornem gatinhos mansinhos e as "barbies" cheias de si deem com a cara na parede e quebrem o nariz. Quero me encostar em algum lugar e ficar ouvindo o canto dos pássaros, ver a cor das flores, e o melhor, vê-las crescerem em paz sem que um monte de idiotas venham com suas tesouras assassiná-las para que alguém as veja definhando dentro de um vaso por que é dia dos amantes, quero isso e muito mais, para chegar num sábado eu abra meus olhos e possa passar um dia tranquilo e em paz, sem ninguém há anos luz de distância.

As pessoas já vem há tempos demonstrando seu descontentamento via redes sociais, memes, etc; coisa de brasileiro, zoar da própria situação...zoar de um 2013 foda, com um Marco Feliciano zombando da nossa cara, e assim representando toda uma classe de políticos que há anos não dá conta de responder aos anseios da sociedade brasileira, que é inábil, que atrasa obras públicas, que rouba e não vai presa, que não resolve velhos problemas estruturais e de infraestrutura do país. São enchentes que se repetem, deslizamentos e pessoas morrendo, estradas ruins ou sendo privatizadas, transporte público ineficiente, congestionamentos por que o governo só pensa em vender carros para a nova (oi?) classe média, educação e saúde com problemas, uma mídia que mascara a verdade e nos trata como palhaços, problemas sociais e de violência que não são atacados na sua cerne, somente discutidos demagogicamente, em resumo, anos e anos de políticos rindo e zombando da nossa cara, com a anuência de revistas e jornais que lutam para manter um status quo em cima de uma briguinha ideológica besta entre PT e PSDB. Chega dessa discussão arcaica entre esquerda e direita, enquanto o básico não é feito. Qualquer que seja o partido, o Estado não funciona no Brasil! E nós aqui, no andar de baixo, feito marionetes pela mídia.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Liberdade

Anseio o dia de poder gastar meu tempo da maneira que eu quiser, sem os relógios ditadores dos porcos capitalistas dizendo-me a hora que devo sair de casa, quanto tempo tenho que ficar fazendo algo que me desagrada para poder sobreviver nesse mundo onde manda o vil metal. Quero somente ficar sossegado e descansar minha mente e nunca mais me preocupar com a hipoteca, com a roupa que vou vestir amanhã, ou o que irá me incomodar no dia seguinte. Quero ser dono do meu tempo, esquecer esses dias tristes e ruins quando estava trabalhando nas horas em que o sol brilhava com mais intensidade e eu não podia nem sentir seu calor. E se vocês viciados em trabalho, aposentados e presos a essa vida medíocre por medo de ficar perdido e não ter parte de dinheiro que ganha, se tu que se presta para isso, gastando horas preciosas dentro daquela gaiola fazendo um serviço medíocre que nada ajuda a humanidade, para vocês viciados em trabalho, espero que não se incomodem, mas quero gastar meu tempo ao lado de uma fogueira acesa ao lado de um lago, e se não se importas mesmo quero gastar meu tempo comendo o peixe gostoso ao lado da fogueira... sem pressa, sem relógio, no calor do fogo da fogueira.

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