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domingo, 13 de maio de 2012

Sinto a grama macia roçando meus pés, olho o grande círculo branco no céu confundindo meus pensamentos. Nós lunáticos temos uma sensibilidade muito grande ao brilho da lua. A mente viaja para lugares distantes que não mais existem nessa dimensão, mas se penso neles e os vejo e sinto, esses lugares devem existir. Jogos de criança, as diversas tonalidade de verde do mato cerrado e as brincadeiras e gargalhadas que somente existem na minha dimensão lunática. Nós loucos temos que seguir nosso caminho.
Dentro de minha casa pilhas e pilhas de informações inúteis me esbofeteiam todo o tempo, ora em forma de revistas, ora em forma da cloaca maxima.
Tenho medo que haja um dilúvio e morra afogado, por que tenho medo de morrer afogado. Não tenho medo de morrer, por que a morte é libertação, é a volta para casa, no entanto não quero morrer afogado.
Tenho medo que a lua exploda sob minha cabeça, tenho medo que algo venha do lado negro e me estraçalhe em mil pedaços. Não tenho medo de morrer mas não quero que algo venha do lado negro da lua e me esploda em mil pedaços. Isso não é bom.
Será que há alguém no lado negro da lua? encontrarei quem fez a diferença na minha vida? O brilho da lua está na minha cabeça perturbando meus pensamentos, está difícil concatenar as idéias. Isso é loucura. Por favor não erga a arma para mim, não exploda meus miolos pelo chão, tente consertar o que não funciona, encontre-me na escuridão dos lunáticos.
Não vá embora e não me deixe trancado aqui, por que o brilho da lua está transtornando minhas idéias, sinto que há alguém comandando meus pensamentos e não sou eu. Se o trovão ecoar forte em meus ouvidos eu tentarei gritar e sinto medo que não tenha ninguém a meu lado para ouvir.O som do Rock ecoa em milhoes de acordes diferentes e eu gostaria muito que tu comigo para a escuridão do lado negro e nada mais me vem à mente no quão maravilhos isso seria.

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