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domingo, 28 de abril de 2013

Senhores da Guerra (Bob Dylan)

Venham senhores da Guerra, venham vocês que constroem as grandes armas, vocês que constroem os aviões da morte, vocês que constroem todas as porras de bombas. Ficam escondidos atrás de paredes de dinheiro, atrás das enormes mesas. Pois eu só quero que saibam que nós conseguimos ver através das máscaras que usam.
Voces que nunca fizeram porra nenhuma, a não ser criar destruição, brinca com o mundo como se fosse seu brinquedinho. Vocês assassinos colocam armas nas mãos negras das crianças africanas, dos Asiáticos, dos loucos que se explodem. Tentam esconder-se de nossas vistas, se viram, correm para longe quando as rajadas de balas voam sobre suas cabeças.
Voces não passam de uns Judas do passado, mentem e enganam. Mas nós enxergamos através de seus olhos, através das tuas mentes, do mesmo modo que eu enxergo através da agua que escorre de meu ralo.
... Seus malditos, apontam os gatilhos para os outros atirar, então se afastam e assistem enquanto a contagem dos mortos aumenta. Escondem-se em suas mansões enquanto o sangue dos jovens escorrem pelos seus corpos e são enterrados na lama.
Voces, canalhas, lançaram o pior dos medos que pode ser lançado: o medo de trazer crianças para o mundo. Voces ameaçam nossos filhos antes de eles nascerem e sem nome. Vocês não valem os dejetos que fazem em suas privadas de ouro.
O quanto que eu sei para falar dessa maneira? Podem dizer que somos jovens, podem me chamar de inculto, mas há uma coisa que eu sei, embora sejamos mais novos que vocês, bastardos, nem Deus poderia perdoar o que vocês fazem.
Agora deixa eu te fazer uma pergunta: Será que teu viu metal é tão forte mesmo? Poderia comprar o teu perdão? Acreditas que pode? Acho que irás descobrir quando os vermes começarem a comer tua carcaça que nem todo o dinheiro do mundo comprará de volta a tua alma.
E eu espero que morras, e que tua morte venha logo. Seguirei teu caixão na tarde pálida. Assistirei enquanto os coveiros te abaixem para sete palmos debaixo da terra e ficarei de pé sobre teu túmulo, defecarei em cima e não sairei até ter certeza que estás morto.

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