Eu lembro de como você vestia-se muito bem e jogava esmola aos mendigos no seu auge, não foi?
As pessoas te chamavam dizendo: Cuidado boneca, tu estás pedindo para cair desse pedestal.
Então achou que estavam brincando contigo? Costumavas rir de todos que ficavam vadiando a teu redor. Mas agora tua fala já não é tão alta, não me pareces tão orgulhosa. O que estás achando de vasculhar o lixo para encontrar a próxima refeição? Vai! Diga-me como se sente sem um lar, como uma completa estranha, rolando na sarjeta como lixo.
Senhorita solitária, frequentou a melhor escola, mas tu sabes muito bem que a única coisa que fazias lá era encher a cara com os vagabundos. Ninguém jamais te ensinou a viver nas ruas, e agora vai ter que aprender a viver com isso. Ficava falando que não queria compromisso com um vagabundo, mas agora percebe quando olha para o vazio dos olhos dela, uma falsa esperança de que ele esqueça os tapas na cara.
Como te sentes estando por... sua conta, sem direção, sem casa, rolando como lixo nas sarjetas?
Orgulhosa nunca paraste para ver as caras dos palhaços enquanto faziam truques pra ti. Jamais entendeste que isto era bom. Não deverias deixar outras pessoas se divertirem no teu lugar.
Parecias uma princesa no campanário, um monte de rostos bonitos enchendo a cara e pensando que estavam por cima, trocando presentes caros e coisas fúteis. Agora, benzinho é melhor roubares aquele anel de brilhante e penhorá-lo. Idiota, tu antigamente era tão divertida. Teu napoleão está agora vestido de trapos e a linguagem que ele usava te causa rancor. Vai pra ele sua vaca, agora que ele te chama não podes recusar. Por que não tens mais nada e quando não se tem mais nada não se tem nada a perder. És uma vaca invisível sem mais nenhum segredo a ocultar.
O que se passa na Mente de alguém que está sempre Nas manhãs do Sul do Mundo .
Translate
domingo, 28 de abril de 2013
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário