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terça-feira, 10 de abril de 2012

Que o mundo vá se fuder.

Os pesadelos são como o energético que faz meus neurôneos trabalharem freneticamente, por isso quando acordo sinto o peso do mundo caindo sob meus ombros, tenho dificuldades de raciocinar, de mover meu corpo, de levantar minha carcaça da cama. Fica difícil não desistir.Fica difícil seguir em frente. Eu sei que essa porra que se chama vida não é fácil para ninguém, mas para mim ela veio com um sabor especial de veneno. De fel que deixa o gosto na boca durante todo o dia. Tem vezes que a vida até parece fluir, mas é pura ilusão, pequenos momentos que passam até o próximo que te leva para o inferno.

Tomei uma decisão, não quero mais me arrepender de porra nenhuma, principalmente das coisas que deixei de fazer e das represálias dos outros, das merdas que falei, e sinto mais das vezes que calei quando tinha um grande vocabulário de palavrões para soltar. Quem sabe não teria me ajudado?

Já sei que sou diferente das pessoas que conheço, a merda é que elas não sabem disso e me exigem que ajam normal. Não sou normal, cacete! Tenho minha mente deturpada desde que morri em 1973. Sou um cadaver ambulante, um zumbi que tenta sobreviver no meio de vivos e os  que chegam perto de mim acabam sendo mortos como eu.

Quero terminar de viver minha porra de vida sem ser influenciado pelas pessoas e essa porra de mídia que me maltrata com tantas pessoas mais fudidas que eu rindo sem vontade, vendendo sua infelicidade por dinheiro para comprar mais pesadelos. São uns estúpidos, hipócritas, nojentos. Não vou ficar na pilha deles. Já há muito que não vejo suas cara bonitas de quem são donos do paraíso.


“Não pense que eu sou como você...
Sou o que sou e não o que você quer
eu faço tudo que eu quero falo tudo o que quiser
não sou playboy não vivo de mitiê
e na hora que der na telha eu mando o mundo se fuder”

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